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domingo, julho 17

Arteriosclerose

Arteriosclerose
Há três padrões da doença: a arteriosclerose, esclerose calcificante da túnica média (doença de Mönkberg) e a aterosclerose.

A arteriosclerose  é uma doença  crônica, de desenvolvimento lento e progressivo. Caracteriza-se pela falta de flexibilidade das artérias  (veias de grande calibre que levam o sangue do coração  aos órgãos) devido ao espessamento e endurecimento das paredes em determinadas zonas do corpo. Pela diminuição da elasticidade arterial, costuma provocar aumento da pressão arterial sistólica e diminuição da pressão arterial diastólica. É mais frequente nos homens e idosos e é a principal causa de morte no mundo ocidental.

A doença de Mönkberg é caracterizada pelo espessamento e perda da elasticidade nas paredes das artérias musculares, devido a calcificação da túnica média, camadas concêntricas de células de músculo liso em arranjo helicoidal.

Aterosclerose é uma doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos.

Arteriosclerose não é sinônimo de aterosclerose, embora esta seja uma das maneiras pelas quais há endurecimento da parede arterial.

Causas

- Idade (a placa vai-se formando com o avançar da idade)

- Alimentação rica em Colesterol (o excesso acumula-se nas paredes das artérias)

- Intoxicações (alteram a estrutura da parede das artérias)

- Diabetes (dificulta a cicatrização das lesões e se não for tratada pode causar insuficiência cardíaca ou insuficiência renal)

- Sífilis (a bactéria que provoca sífilis destrói a mucosa a provocando cortes muito pequenos na mucosa)

- Sedentarismo

Fatores de risco

- Surge em pessoas com a idade compreendida nos 50 a 70

- Sexo masculino até +/- 50 anos. As mulheres após a menopausa igualam

- A hipertensão arterial altera a superfície interna das artérias, favorecendo a formação de trombos (Trombose)

- O tabaco aumenta de uma forma bastante considerável o risco. Se o doente deixar de fumar melhora a evolução da doença

- O colesterol elevado no sangue aumenta o risco de depositar o excesso nas paredes das artérias obstruindo-as

- A atividade física reduz o colesterol e melhora a circulação

- Não é genético, mas há uma alteração metabólica em algumas famílias tornando-as mais propensas.

Diagnóstico

Arteriografia
O cirurgião vascular é o médico especialista para esta doença. Quando o doente chega deve-se tentar saber o máximo de informações possíveis sobre o que sente, hábitos de vida e medicamentos que toma, para se poder fazer a história clínica dele.

No exame físico, o médico tenta, com dois dedos, sentir os pulsos nas artérias da zona afetada, para tentar saber a gravidade da doença. Também pede análises ao sangue, eletrocardiograma ao coração, exame eco Doppler e arteriografia.



Esta doença evolui por várias fases (estágios), tendo cada uma o seu tratamento diferente.

Sinais e sintomas

- Inicialmente não há dor, apesar de haver coágulos (estagio I da doença)

- Dores nas pernas depois de caminhadas curtas

- Pequenas feridas (estagio II)

- Úlcera difícil de curar

- Dor nas pernas mesmo à noite (estagio III)

- Trombose

- Gangrena (estagio IV)

Tratamento

No estagio I o doente deve tomar medicamentos para atrasar o avanço da doença.

No estagio II o doente toma medicamentos vasodilatadores (alargam o calibre da artéria). Se com este medicamento o doente caminhar distâncias maiores sem dor, o cirurgião vascular mantém o tratamento. Se o tratamento não resultar existem várias cirurgias a que pode recorrer.

A evolução da doença para o estagio III e IV torna necessário amputar a perna (retirar por cirurgia a perna) acima do joelho ou fazer cirurgia de Bypass (retirar vasos lesados e colocar novos).

Após a amputação os doentes fazem fisioterapia para aprenderem a utilizar a prótese. Alguns não podem usar porque a pressão da superfície de contacto da perna do doente com a prótese forma nova gangrena. Nos idosos há maior probabilidade de a amputação ser das duas pernas. Para eles a adaptação às próteses é reduzida ou impossível, ficando a maior parte do tempo na cama favorecendo o avanço da doença.

É fundamental o controle das gorduras do sangue, hipertensão, diabetes, tabaco e obesidade.