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segunda-feira, julho 18

Trombose

A trombose é o resultado da formação de coágulos, ou trombos, quando algum fator lesa a parede dos vasos sangüíneos ou faz o sangue estagnar no seu interior. É uma situação anormal e na maioria das vezes, perigosa porque pode reduzir ou obstruir o fluxo de sangue nessas veias ou artérias. Quando a trombose se forma em artérias importantes como as coronárias, que fornecem sangue ao coração causa ataque cardíaco. Se a trombose se localiza nas artérias cerebrais surge o acidente vascular cerebral (AVC). Presença de trombo em artérias que fornecem sangue às pernas ocasiona dor ao andar. A situação é grave se existir dor durante o repouso. Se sangue que flui para às pernas for impedido completamente forma-se uma gangrena. Se tiver formado trombo nas artérias que fornecem o sangue aos intestinos, estes também gangrenam. A trombose das artérias dos rins ocasiona lesão destes. Estes casos são situações de emergência que obrigam geralmente a uma cirurgia.

Uma trombose nas veias profundas das pernas causa vermelhidão, inchaço e dores nas pernas. O coágulo pode partir-se e ser levado pela corrente sanguínea e alojar-se no pulmão ocasionando uma embolia pulmonar, causando frequentemente morte súbita e inesperada. A trombose numa veia superficial das pernas não está relacionada com a trombose venosa profunda (TVP).

Causas
Perna com Trombose

De um modo geral, o trombo não se forma no interior de um vaso (artéria ou veia) saudável, porque a sua cobertura interna impede a formação. Quando o interior do vasos é lesionado, por qualquer razão, a superfície deixa de ser tão lisa, podendo dar origem ao início do processo. A principal causa de trombose é a aterosclerose. Ela torna o interior das artérias rugosas e com placas elevadas no interior dos vasos, embora a trombose também se possa formar no interior de vasos sãos. Geralmente, a tendência para a coagulação pode ser ocasionada por alterações hormonais ou bioquímicas. Esta tendência pode ser maior durante a gravidez, nas mulheres que tomam contraceptivos orais, nas pessoas com cancro que afete os vasos sanguíneos e nas que possuem o sangue espesso (com policitemia, doença ocasionada pelo aumento do número de células do sangue). A trombose nas veias é facilitada por pressão local, inflamação (tromboflebite) e por estagnação do sangue, resultante da falta de atividade física.

Tratamento

Os principais objetivos do tratamento para trombose venosa profunda são:

* Interromper o crescimento do coágulo sanguíneo.
* Prevenir o coágulo sanguíneo de quebrar e mover para os pulmões.
* Reduzir as chances de novos coágulos.

O uso de medicação como anticoagulantes e heparina é o tratamento medicamentoso aconselhado de forma a prevenir a  formação de coágulos, que requer acompanhamento regular.

Outro tipo de tratamento é o filtro de veia cava. Ele é utilizado quando a pessoa não pode tomar anticoagulante ou se estes não conseguiram impedir o desenvolvimento de coágulos. Um filtro é inserido dentro de uma grande veia chamada cava. Esse filtro captura o coágulo sanguíneo que quebra na veia antes dele mover para o pulmão. Isso previne a embolia pulmonar, porém não impede e a formação de novos coágulos.

Também podem ser usadas meias de compressão gradual para tratamento. Essas meias visam reduzir o inchaço que pode ocorrer depois de um coágulo se desenvolver na perna.

Na trombose coronária, o tratamento é urgente para salvar a vida do doente e deve ser realizado no Hospital. Podem associar-se substâncias que dissolvem o trombo e outros medicamentos, conseguindo-se assim reduzir a morte pela doença.

Prevenção
derrame

O risco de trombose das coronárias (artérias do coração) que ocasiona ataque cardíaco e o risco de trombose cerebral, que causa derrame (AVC), pode ser diminuído por redução das causas que facilitam a doença e reduzindo a aterosclerose. O tratamento com aspirina pode ajudar a reduzir o risco de trombose arterial, mas ainda não está provado que reduza a trombose venosa. O risco de trombose venosa profunda pode ser diminuído evitando o peso em excesso, a falta de atividade física prolongada, especialmente evitando estar longos períodos de tempo sentado com as pernas caídas para baixo. Este aspecto é importante nas viagens prolongadas e em qualquer tipo de transporte. Recomenda-se que se façam movimentos com as pernas, levantar e andar um pouco para que o sangue circule.

domingo, julho 17

Aterosclerose

Aterosclerose é uma doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são placas, compostas especialmente por lipídios e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Levam progressivamente à diminuição do diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. A aterosclerose afeta as artérias do cérebro, do coração, dos rins, de outros órgãos vitais e dos braços e das pernas. Em geral, a doença é fatal quando afeta as artérias do coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.

Na maioria dos países ocidentais, a aterosclerose é a doença mais frequente e a causa principal de morte, representando o dobro das mortes por cancro, 10 vezes mais do que por acidentes.

Causas

A aterosclerose inicia-se quando alguns glóbulos brancos, chamados monócitos, migram da corrente sanguínea para o interior da parede da artéria e transformam-se em células que acumulam substâncias gordas. Com o tempo, estes monócitos carregados de gordura acumulam-se e produzem espessamentos, distribuídos irregularmente pelo revestimento interno da artéria. Cada zona de espessamento (chamada placa aterosclerótica ou de ateroma) enche-se de uma substância mole parecida com o queijo, formada por diversas substâncias gordas, principalmente colesterol, células musculares lisas e células de tecido conjuntivo. Os ateromas podem localizar-se em qualquer artéria de tamanho grande e médio, mas geralmente formam-se onde as artérias se ramificam (presumivelmente porque a turbulência constante destas zonas, que lesa a parede arterial, favorece a formação do ateroma).

As artérias afetadas pela aterosclerose perdem a sua elasticidade e, à medida que os ateromas crescem, tornam-se mais estreitas. Além disso, com o tempo, as artérias acumulam depósitos de cálcio que podem tornar-se frágeis e rebentar. Então, o sangue pode entrar num ateroma rebentado, aumentando o seu tamanho e diminuindo ainda mais o lume arterial. Um ateroma rebentado também pode derramar o seu conteúdo gordo e desencadear a formação de um coágulo sanguíneo (trombo). O coágulo estreita ainda mais a artéria e inclusive pode provocar a sua oclusão ou então desprende-se e passa ao sangue até chegar a uma artéria mais pequena, onde causará uma oclusão (embolia).


Desenvolvimento da aterosclerose
Formação do Ateroma
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A formação do ateroma é complexa. Lipoproteínas de baixa densidade (LDL) penetram na parede do vaso, atravessando o endotélio, chegando à camada íntima da parede. Os monócitos (glóbulos brancos), que se encontram na circulação sanguínea, entram na parede arterial e fagocitam as lipoproteínas. Esta situação provoca um espessamento em algumas zonas (placas) do revestimento interno da parede arterial.


Sintomas
AVC-aneurisma vascular cerebral
As zonas do organismo que uma artéria obstruída alimenta podem não receber sangue suficiente e, como consequência, falta de oxigenação. Geralmente, a aterosclerose não produz sintomas até estreitar gravemente a artéria ou causar uma obstrução súbita.  O sintoma depende do órgão afetado pela obstrução da artéria. Assim, se as artérias acometidas são as que levam sangue para o cérebro, a pessoa poderá sofrer um acidente vascular cerebral (derrame); ou se são aquelas que levam sangue para as pernas, ela sentirá dor ao caminhar (claudicação intermitente), podendo chegar até à gangrena; no caso de obstrução nas artérias coronárias (vasos que levam sangue ao coração), o sintoma será dor no peito, o que caracteriza a "angina" ou o "infarto" do coração.

Fatores de risco

O risco de desenvolver aterosclerose aumenta com a hipertensão arterial, os altos valores de colesterol, o tabagismo, a diabetes, a obesidade, a falta de exercício e a idade avançada. Ter um familiar próximo que tenha desenvolvido aterosclerose numa idade ainda jovem também aumenta o risco. Os homens têm um maior risco de sofrer desta doença do que as mulheres, embora depois da menopausa o risco aumente nas mulheres e finalmente iguala-se ao dos homens.

As pessoas com homocistinúria, uma doença hereditária, desenvolvem ateromas com grande facilidade, sobretudo na infância.

Na Hipercolesterolemia familiar hereditária, os valores extremamente elevados de colesterol no sangue provocam a formação de ateromas nas artérias coronárias muito mais do que nas outras artérias.

Prevenção e tratamento

Para prevenir a aterosclerose, devem eliminar-se os fatores de risco controláveis, como os valores elevados de colesterol no sangue, a pressão arterial alta, o consumo de cigarros, a obesidade e o sedentarismo. Assim, dependendo dos fatores de risco específicos de cada pessoa, a prevenção consistirá em diminuir os valores de colesterol, diminuir a pressão arterial, deixar de fumar, perder peso e fazer exercício. Tomar medidas para resolver alguns destes problemas pode ajudar na solução de outro. Por exemplo, a prática de exercício ajuda a perder peso, o que, por sua vez, ajuda a diminuir os valores do colesterol e da pressão arterial, do mesmo modo que deixar de fumar ajuda a baixar os valores do colesterol e da pressão arterial.

O hábito de fumar é particularmente perigoso para as pessoas que já têm um risco elevado de sofrer doenças cardíacas. Fumar cigarros diminui a concentração do colesterol bom, ou colesterol com lipoproteínas de alta densidade (HDL), e aumenta a concentração do colesterol mau, ou colesterol com lipoproteínas de baixa densidade (LDL). O colesterol também aumenta o valor do monóxido de carbono no sangue, o que pode aumentar o risco de lesões do revestimento da parede arterial e, além disso, contrai as artérias já estreitadas pela aterosclerose e, portanto, diminui a quantidade de sangue que chega aos tecidos.
O risco que um fumante corre de desenvolver uma doença das artérias coronárias está diretamente relacionado com a quantidade de cigarros que fuma diariamente. As pessoas que deixam de fumar correm metade dos riscos das que continuam a fumar (independentemente de quanto tenham fumado antes de abandonar o hábito). Deixar de fumar também diminui o risco de morte após uma cirurgia de revascularização coronária (bypass) ou de um infarto.

Definitivamente, o melhor tratamento para a aterosclerose é a prevenção.